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Saiba como será o show que Afrocidade trará ao FASC 2019

30/09/2019

Atração do Festival de Artes de São Cristóvão que se apresenta no palco Santa Cecília, na praça do Carmo, na sexta-feira 15 de novembro, o Afrocidade é uma banda que surgiu em Camaçari, território que pertence à região metropolitana de Salvador. De acordo com os integrantes o nome traz consigo a necessidade de afirmação de uma história que não foi contada em nenhum livro didático: “Trazemos à tona o apagamento histórico, a luta de um povo que cresceu sem referência, somos uma história de resistência”. Com sua música e dança a banda pretende contrapor estereótipos e todos os problemas sociais que cercam os grandes centros urbanos.

Confira a programação completa do Festival de Artes de São Cristóvão

O som da banda mistura letras politizadas de denúncia às opressões contra o povo negro a ritmos mais populares. Para o público do Fasc que ainda não conhece a banda como vocês se apresentariam?
Afrocidade- Em nossas músicas, utilizamos ritmos populares da nossa região, como por exemplo o pagodão, o arrocha, ritmos do candomblé entre diversos outros ritmos que chegaram até nós através da pulverização promovida pela diáspora. Esses ritmos para nós funcionam como uma ferramenta de conexão, para que nossas mensagens sejam absorvidas e percebidas pelo público alvo, a população periférica, o povo que vive a margem, que entende a música não somente a partir do que se ouve e também através dos movimentos.

Em uma das canções do grupo, vocês, dizem que “a pista tá pegando fogo”. O que o público pode esperar do show da banda no Fasc?
AC- Nosso show é bastante visceral. Avisa a todos que o Afrocidade tá chegando com muita energia para trocar.

A dança é um elemento muito presente no show de vocês, ela ajuda a contar a história das músicas?
AC- Sim. Durante o nosso processo de pesquisa, entendemos, que existem diversas pessoas que compreendem a música através dos movimentos, através das danças. Entendemos também a necessidade de quebrar de alguns paradigmas estabelecidos pela sociedade em que vivemos. Onde os movimentos corporais foram hiper-sexualizados, fazendo com que as pessoas tivessem medo de dançar, marginalizando movimentos libertadores. A dança para nós é uma ferramenta de luta e libertação.

Vocês se apresentam sexta-feira, 15 de novembro no Fasc, pretendem curtir outras atrações no festival?
AC- Com certeza. Para nós será uma honra poder participar e curtir toda a programação do FASC.

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