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Ocupe a Praça traz Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá

07/03/2018

Nesta quarta-feira, 7, a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), através do Núcleo de Produção Orlando Viera (NPD), fará uma homenagem ao escultor, escritor e sacerdote reconhecido por sua produção artística, Mestre Didi Asipá, uma das atrações do ‘Ocupe a Praça’. A homenagem virá com a exibição do curta Alápini, a Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá, dirigido por Emilio Le Roux, Hans Herold e Silvana Moura, com produção executiva de Djane Moura Cruz. O evento acontece às 19h, no Centro Cultural de Aracaju.

“Nesta edição do Ocupe, vamos fazer uma homenagem ao Mestre Didi, que é referência negra para a história da nossa cultura. O público terá a oportunidade de participar de um bate-papo com o bailarino e mestre em Educação, Reginaldo Daniel Flores, discípulo de Mestre Didi, e assistir o curta que reúne depoimentos de membros do terreiro Asipá e da família de Mestre Didi. Além de conferir o show da cantora e compositora e percussionista Jaque Barroso, na praça General Valadão”, afirma a coordenadora do NPD, Graziele Ferreira.

Deoscoredes Maximiliano dos Santos, mais conhecido como Mestre Didi, faleceu na capital baiana aos 95 anos, e foi líder espiritual e artista plástico. O mestre é reconhecido por representar em suas obras orixás do candomblé, assim como elementos da cultura afro-brasileira. “Exibir este documentário é deixar viva em nossas memórias ícones de nossa cultura. Afinal, Mestre Didi tem uma forte representatividade e influência na história do Brasil”, ressalta Graziele.

A coordenadora do NPD afirma que o público prestigiará a obra vencedora do edital de Agosto da Igualdade 2017, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). “Será uma verdadeira aula de história, cultura e arte através deste curta. Trata-se de uma produção que carrega tradições, dialetos, literatura e cultura do continente africano, principalmente a sua religião, aprofundando o conhecimento e as influências do nosso país”.

Sinopse

O documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá revive a história do sacerdote através das memórias e relatos dos membros do terreiro Asipá e de sua família, pessoas que conviveram bem de perto com ele. Como artista plástico, Mestre Didi difundiu costumes, línguas, estéticas, literatura e mitologia dos povos africanos, principalmente a sua religião, aprofundando o conhecimento dos alunos sobre as influências dessa cultura na formação nacional brasileira. Em suas obras, Mestre Didi manipula materiais e formas, objetos e emblemas que das entidades sagradas, unindo produção artística e prática religiosa.

fonte: ASN


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