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Exposição “Entre Irmãos” homenageia o artista Wellington dos Santos “Irmão”

08/05/2018

Nesta edição, o evento expôs as obras do artista plástico Everton dos Santos, irmão de Wellington

Com base nas pinturas e esculturas que configuram o retorno das raízes culturais do artista Éverton, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) realizou a terceira edição do Corredor Cultural de 2018 na manhã desta quarta-feira, 02. A mostra “Entre Irmãos” ficará aberta para visitação até o dia 4 de junho e homenageará o artista que dá nome ao corredor, o músico Wellington dos Santos, popularmente conhecido como ‘Irmão’.

Estão expostas 35 obras, que segundo o artista, tratam sobre a condição humana, misturando o expressionismo, surrealismo e realismo. “O tema da exposição visa mostrar o sofrimento do povo e suas mazelas, mas ao mesmo tempo, aproveitei para homenagear o meu irmão (Wellington dos Santos) com uma obra especial para ele chamada “Tributo a Irmão” onde ele aparece fazendo o que mais gostava de fazer: cantar”, disse Everton.

O secretário de Cultura, João Augusto Gama, salientou que é motivo de orgulho receber a exposição que congratula o patrono do Corredor Cultural e seu irmão. “A Secretaria presenteia a sociedade neste mês de maio com a imagem da família, e em especial, dos irmãos Wellington e Everton dos Santos, dois importantes artistas da vida cultural de Sergipe. Essa é uma mostra que além de apresentar mais de 30 obras do artista, ainda está sendo lançada na data de aniversário de Irmão”, ressaltou.

Homenagens

Além do lançamento da exposição, personalidades de diversos segmentos artísticos que prestaram longos serviços em prol da arte receberam menções honrosas. Foram condecorados os cantores Tonho Baixinho, Amorosa, Irineu Fontes e Mingo Santana, o escritor Marcos Melo, Maria Inês dos Santos Sobral e Juliana Sobral Santos, esposa e filha de Irmão.

O cantor Tonho Baixinho conviveu com Wellington e Éverton desde ensino primário e conta que a parceria musical com Irmão se iniciou na adolescência. “Desde a infância que enxergava neles a arte visual. Eles já desenhavam nos quadros do antigo educandário Nossa Senhora de Fátima, figuras como cowboys e índios, e daí iniciaram a preferência pelas artes. Em 69, reencontrei Irmão e compomos uma música com ênfase na nossa convivência no Centro de Criatividade e de lá até o dia de seu falecimento construímos um grande laço de amizade. Uma bela homenagem dessa Secretaria”, salientou.

O escritor Marcos Melo parabenizou a Secult pela realização do evento e ressaltou a importância dessa homenagem à Irmão para a cultura sergipana. “Irmão é um personagem marcante da vida cultural sergipana, um compositor excelente e que sem dúvidas deixará muitas saudades”, pontuou.

Por fim, o público assistiu ao documentário “Caixa D’Água: Qui-Lombo é Esse?”, que reflete a importância histórica e cultural do bairro Getúlio Vargas, remanescente de Quilombos. O curta é de Everlane Moraes, filha de Éverton dos Santos. A apresentação artística ficou por conta dos companheiros musicais de Irmão – Tonho Baixinho e Mingo Santana, que apresentaram músicas compostas pelo homenageado.

Sobre o artista

Aracajuano de nascimento, ‘Éverton’ deu os seus primeiros passos artísticos, na infância. Aos oito anos de idade, quando em meio às peripécias de criança, desenhava nas calçadas da Rua Riachão com Maruim, nas redondezas da antiga Caixa D´água (Maloca, Baixa Fria), onde morava, juntamente com Pithiu, amigo de infância e atualmente também artista plástico. Com o passar dos anos ‘Everton’ foi pintando em vários tipos de suportes, tais como papel, madeira e telas. A princípio, a arte era encarada como um tipo de hobby, que resultou numa prévia do verdadeiro espírito artístico assumido.

 

Fonte:ASN


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