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Público se despede do Arraiá do Povo

04/07/2018

Edição de 2018 conquistou simpatia e satisfação do público durante os treze dias de festa na Orla de Atalaia

O clima foi de despedida, mas era nítida a alegria do público e a satisfação da coordenação em ter concluído mais uma edição do Arraiá do Povo. Comemorando 11 anos de criação, o arraiá já é um dos eventos mais esperados pelos sergipanos, turistas, comerciantes e artistas locais, que encontram na festa um espaço de incentivo cultural, além da oportunidade de fazer bons negócios.

Artesanatos diversificados que reforçam a cultura popular tiveram espaço garantido no evento promovido pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura. A gastronomia tradicional típica da região nordeste mais uma vez foi destaque. Ao todo, foram disponibilizadas para o público que compareceu ao evento, doze barracas em um longo estande para comidas típicas e seis restaurantes de culinária local.

Sendo assim, o evento não foi palco apenas para atrações musicais, mas também de geração de renda para várias famílias durante os seus treze dias de festa na Orla de Atalaia. “Este, sem sombra de dúvidas, foi o melhor ano para as vendas. Nesta época coloco minha barraca de milho assado na orla e ainda acompanho as atrações”, declara Pedro Marco, participante assíduo da festa há vários anos.

O espaço para comidas típicas estruturadas em um único estande permanecia sempre lotado. Rosa Silva, proprietária da ‘Barraca da Rosinha’, declarou que a edição deste ano foi uma das melhores. “Na minha barraca o pessoal encontra de tudo: arroz doce, mungunzá, mingau, bolo de milho, bobó de camarão e por aí vai”, comenta. Outro local que esteve sempre cheio foi um dos seis restaurantes que compõe o espaço gastronômico dentro do evento. “É nosso segundo ano marcando presença no Arraiá do Povo e o resultado está sendo extremamente positivo”, admite Vinicius Federico, dono do restaurante ‘Expresso do Forró’.

Crochê, bordados ponto cruz, bonecas de pano e de feltro, pinturas e esculturas em madeira. São vinte e três artesãs de vários municípios do estado que vieram todas as noites expor sua arte. Geane Santos, de Laranjeiras, confecciona móveis rústicos através da madeira jaqueira de fácil acesso em sua região. “A madeira precisa ser envelhecida para manuseio, pois realizamos um trabalho artístico e sustentável”, revelou.

O secretário de Estado da Cultura destaca que o evento é um marco no calendário cultural de Sergipe, além da sua força na movimentação econômica do estado. “Procuramos parceiros que entenderam a importância da valorização cultural sergipana e a necessidade de um evento do porte do Arraiá do Povo para economia e o turismo no nosso Estado. O resultado foi tão positivo quanto esperávamos”, destacou.

Outro grande destaque dessa edição foi a programação de artistas. Autores clássicos do forró como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Sivuca, Ismar Barreto, João Alberto, Joésia Ramos entre outros, foram homenageados todas as noites pelos cantores que compuseram o time artístico do Arraiá do Povo 2018.

Uns atribuem o resultado positivo a São Pedro que deu estiagem quase que todos os dias. Outros, por sua vez, agradecem a Santo Antônio pelos treze dias de festa sem nenhum contratempo e com muita harmonia entre os presentes. Alguns vieram de fora do estado, outros dos interiores, sem esquecer os conterrâneos que se mantiveram atentos a toda a programação. Religião, amizade, família e geração de renda, o Arraiá do Povo garantiu o pacote completo.

Recursos

Os recursos captados para o Encontro Nordestino de Cultura 2018 foram de origem pública e privada. O Governo do Estado contou com verbas dos Ministérios da Cultura e do Turismo, além do patrocínio da Caixa Econômica Federal, Banese, Banese Card, Instituto Banese e Banese Corretora de Seguros, além do apoio do Sebrae, Fundação Aperipê e Projeto Tamar.


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