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Outubro Rosa: mastologista dá dicas sobre exames preventivos

13/10/2020

Dentre todos os tipos de câncer, o câncer de mama é o que mais atinge mulheres no mundo. Por conta disso, a campanha do ‘Outubro Rosa’, realizada anualmente visando a prevenção e o tratamento da doença tem ganhado cada vez mais força. Mas para se fazer um combate da forma devida, é necessário conhecer como funcionam os exames para a identificação da doença.

Segundo a mastologista, Jussane Oliveira, o autoexame tem importância por conta do autoconhecimento. “O autoexame da mama é feito com a mão superior. A paciente coloca a mão acima da cabeça e com a mão oposta ela vai dedilhando a mama como se fosse um relógio. Isso é feito após menstruar mensalmente. O que a mulher deve sentir é apenas se existe a diferença de uma mama para a outra. A mulher apalpa a mama e sabe o que aparentemente vê, e quando surge alguma diferença, vai visualizar que aquilo não era costumeiro.”, explica a médica.

Apesar disso, vale a atenção de que o autoexame não é um exame de caráter preventivo, visto que as mulheres não tem como identificar todos os tipos de nódulos por meio dele. “A mamografia é um exame preventivo. O autoexame só consegue identificar nódulos acima de 2cm, enquanto a mamografia consegue identificar nódulos com menos de 1cm que são altamente curáveis. A mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, pois é a faixa etária onde se aumenta a incidência do câncer de mama”, alerta Jussane.

Ainda segundo Jussane, a mamografia é um exame único e que não oferece risco para as mulheres. “A mamografia tem uma radiação baixa. Não aumenta riscos de câncer de mama nem de câncer de tireoide. E não pode ser substituída pelo ultrassom, pois os estudos provaram que a mamografia é o único método que conseguiu reduzir a mortalidade do câncer de mama, por ser um exame sensível e específico para descobrir o câncer de mama. Mas a ultrassom complementa a mamografia em casos de mamas densas ou quando se visualizam nódulos”, completa.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil teve uma estimativa de quase 60 mil casos de câncer de mama no ano de 2019, representando 56 casos a cada 100 mil mulheres no país. Dentre os fatores para preponderantes para o câncer de mama estão: o envelhecimento, fatores relacionados a reprodução, consumo de álcool, histórico familiar, excesso de peso, exposição à radiação ionizante e atividade física insuficiente.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos


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